20.9.08

Excertos sobre a nova doutrina.

"A definição de crime, tradicionalmente, é feita pela conseqüência de fatos naturais com relevância no âmbito penal. Neste sentido surgiram três conceitos: material de crime, formal de crime e analítico. Àquele, como uma tentativa frustrada de definir o crime pelo seu aspecto essencial ou ontológico, consistindo no sentimento primordial e natural da repulsa pelo crime, levando-se em consideração que toda e qualquer cultura definiu de uma forma ou de outra o que vem a ser o crime. Já o outro conceito -formal-, preocupou-se em definir o crime, como o trabalho subsuntivivo à legislação. Neste mesmo sentido, o conceito analítico é uma prolongação casuística: definindo pormenorizadamente os atos constitutivos do crime: em regra, sua tipicidade!...Todavia, seja material ou formalmente definido, a classificação do crime não foge à regra: sua classificação definiu-se pela conseqüência. Pasmem, até materialmente assim se procedeu, pois a vontade de punir e o próprio sentimento do que seja crime só pode ser definido após a ocorrência do crime. Ou seja, só se visualizou o crime quando o mesmo ocorreu. Diriam alguns: por óbvio.

Proponho a reformulação do conceito material de crime -no seu aspecto ontológico-, partindo da premissa de que não há necessidade da ocorrência do crime para sua classificação, sendo apenas a sua conseqüência penalmente relevante. Quero mostrar que o crime é a probabilidade que cada indivíduo tem de quebrar o comando legal -ou ordem-, ainda no seu interior, por uma "falha" no sistema nervoso. Tal falha - como pretendo chamar- é apenas uma carga ancestral predisposta. Ou seja, um resquício de culturas anteriormente habituadas a viver de forma à quebrar o comando legal". (WOLFGANG, Trickster, O promotor do crime)

2 comentários:

Silvana disse...

olá, o comentário que farei aqui nada tem a ver com o tópico!
Peço desculpas por isso!
eu abri seu blog numa página bem antiga, que fala do desprezo pelas mulheres...
Bem, o que entendi do seu texto não é exatamente um desprezo pelas mulheres em geral mas por um determinado tipo de mulher que vc julga ser a maioria.
Pra ser sincera, concordo com vc...rsrs
Chamou minha atenção um aparente desejo seu de encontrar um outro tipo de mulher...gostei do seu texto e gostaria de conversar com vc!

obrigada!

Anônimo disse...

silvanaxr@hotmail.com