2.6.06

Faces da loucura.

Ela veio até mim e disse: o que eu faço Bruno? estou grávida!! O que eu faço meu amigo? Diga-me o que eu devo fazer, pois estou descontrolada.
Olhei para ela e não sabia o que fazer, meu coração se enchia de ódio e repúdio aquelas palavras. Caminhei para traz lentamente, estupefato... eu sentia um nojo incompreensível; eu queria mata-la e tirar-lhe o filho que havia em seu ventre. Não suportava aquela dor que dilacerava o meu peito e colocava fim ao meu desejo de forma tão brusca: um atentado a minha natureza.
Disse a ela para que jamais me dirigisse uma palavra se quer, pelo resto de seus dias. Virei o rosto e caminhei até a saída.
Maldito seja o demónio que me fez pensar dessa maneira. Eu estava lá... tão tranquilo e sereno caminhando de volta para casa. Quando ele me disse: O que vc faria em? O que vc faria se ela fizesse um filho com aquele crápula?
Eu ria como um louco e pensava: eu vou enlouquecer aqui e agora, no meio dessa gente que não sabe nem mesmo distinguir qualquer merda que esteja um palmo de distância de seus olhos. Finalmente voltei a mim e então, segurei com o braço esquerdo minha bolsa que normalmente uso pendurada em meu ombro. E com o braço esquerdo segurei a porcaria da lei que carregava de volta.... Olhei doravante e corri!!! Corri, Corri! Corri como nunca havia corrido em minha vida, corri tão rápido pela rua que não conseguiria distinguir a face das pessoas que ficavam para traz. Devo ter em menos de cinco segundos percorrido completamente àquela rua. Quando ao seu fim, parei, cansado e ofegante e com as pernas como se estivessem trincadas. Olhei para traz e via os demónios lá parados, incapazes de me perseguirem.

EU VENCI!!!!