26.3.06

O homem acima de qualquer julgamento.

Imaginem que o quê certa doutrina vos fala seja a única verdade, verdade absoluta, verdade incontestável. E que um dia todos nós seremos julgados pelos nossos atos. A Justiça absoluta nos condenará ou absolverá nossos pecados.

Obviamente, eu devo me incluir, e um dia eu estarei lá: Jesus ao meu lado direito--queira eu ter esse nobre homem ao meu lado -- e a Justiça à minha frente prestes a me julgar em um grande tribunal. Contudo, um homem como eu que não aceitou nem o bem nem o mal; um homem como eu que sempre tentou viver além do bem e do mal. Meus amigos, um homem como eu não pode ser julgado, pois a Justiça julga a todos como iguais, e eu não sou um igual. A menos que ela crie uma nova justiça eu não poderia ser julgado; mas ela não tem esse poder. E então! A justiça se vê diante de um grande dilema, pois existe ali um homem que não pode ser julgado. E então! A Justiça estupefata, retira vagarosamente a sua venda, para contemplar aquela estranha figura que se encontra à sua frente. E então! Eu sou o primeiro homem que a Justiça vê diante de si. Inevitavelmente ela acaba se apaixonando por mim, pelo motivo de eu tê-la transformado em uma justiça imperfeita!.

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